Hoje teremos reunião ordinária do Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora
Com a Páscoa definitiva de D. Geraldo Majella Agnelo, 89 anos, recordamos com muito carinho e admiração, assim como incontável número de fiéis, fatos marcantes do ministério episcopal do 2º bispo da Diocese de Toledo. Quem esteve muito próximo dele no período de seu governo diocesano (1978-1982), reconhecia nele um homem muito sábio e organizado, assim como aquele que sempre tinha disposição para uma boa conversa, seja com membros do clero, lideranças ou pessoas comuns da sociedade.
Com esse jeito de ser, D. Geraldo articulou conjuntamente com demais lideranças toledanas a implantação do ensino superior no município, a partir dos cursos de Filosofia e de Ciências Econômicas. Assim, tornou-se o primeiro diretor da Faculdade de Ciências Humanas Arnaldo Busato (Facitol), que tinha como mantenedora a extinta Fundação Municipal do Ensino Superior de Toledo (Fumest). Estes dois cursos originaram o que é hoje a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) - Câmpus de Toledo.
Nas redes sociais da Revista Cristo Rei, muitos leigos manifestaram profundo respeito ao 2º bispo diocesano, falecido no último dia 26 de agosto. Lidia Mara destacou que D. Geraldo era “muito humano”. “Conheci pessoalmente e, se morei em Toledo, foi por indicação dele. Fiz Filosofia na Unioeste, antiga Facitol”.
Valdeci Conrat, de Marechal Cândido Rondon, lembrou que D. Geraldo foi quem lhe conferiu o primeiro mandato como Ministro Auxiliar da Comunidade (MAC). Já Devanir Padovan lembrou que foi D. Geraldo quem presidiu a celebração em que recebeu o Sacramento da Crisma. Egon Portz, da Paróquia Cristo Rei (Catedral), escreveu que D. Geraldo foi uma pessoa “inteligente e verdadeiro discípulo de Cristo”.
Em entrevista ao Centro Integrado de Comunicação, durante o Jubileu de Ouro da Diocese de Toledo, Pe. Raulino Cavaglieri (em memória) e Pe. Aloysio André Kasper salientaram que em vários momentos que D. Geraldo priorizou o planejamento diocesano da pastoral, que posteriormente passou a se chamar “Ação Evangelizadora”. Além disso, dedicou-se à elaboração das diretrizes diocesanas para os Sacramentos e de organização econômica.

D. Geraldo (1º da direita para a esquerda, logo atrás de D. Paulo Evaristo Arns) na inauguração do Seminário Maria Mãe da Igreja, em maio de 1979
Em seu governo na Diocese de Toledo, D. Geraldo Majella Agnelo inaugurou em maio de 1979 o Seminário Maria Mãe da Igreja, espaço de acolhimento aos jovens que desejam fazer seu discernimento vocacional em vista do sacerdócio. A obra estava em andamento pelo seu antecessor D. Armando Círio, que em agosto de 1978 foi transferido pelo Papa Paulo VI para assumir a recém-criada Arquidiocese de Cascavel. D. Geraldo também mobilizou a adaptação do antigo Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Quatro Pontes, para se transformar no Seminário Menor São Cura d’Ars, o que de fato ocorreu em 1983 quando recebeu o primeiro grupo de seminaristas. Em 1980 criou a Paróquia Cristo Rei Entre Rios, em Entre Rios do Oeste.
De Toledo, D. Geraldo foi designado para a Arquidiocese de Londrina, onde exerceu seu ministério episcopal até 1991 quando foi chamado pelo Papa São João Paulo II para assumir a função de Secretário da Sagrada Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos (1991-1999). Voltando ao País, foi eleito arcebispo metropolitano de Salvador, na Bahia, onde permaneceu até 2008, quando completou 75 anos. Era doutor em Teologia com ênfase em Liturgia. Com 23 anos de idade foi ordenado padre e aos 44 anos bispo. Foi criado cardeal no consistório da Igreja Católica Apostólica Romana em 2001.