Hoje teremos reunião ordinária do Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora
O Tempo da Quaresma é, dentre outras coisas, tempo propício para o reencontro com Deus e a prática da Reconciliação. O constante apelo da Igreja ao jejum, a esmola e a oração, neste período, são gatilhos eficazes para que o bom cristão católico encontre, no arrependimento dos seus pecados, o início da sua trajetória de conversão de vida.
Já dizia São João Maria Vianney: “Que são os nossos pecados em comparação com a misericórdia de Deus? Um grão de areia diante de uma montanha”.
Reconhecendo a importância do Sacramento do Perdão dos pecados e a realidade do tempo presente, nosso bispo diocesano, D. João Carlos Seneme, vem a público conclamar a todos para que não se esqueçam de procurar este Sacramento como meio eficaz de se preparar para a Páscoa do Senhor.
Neste período de Pandemia, recorda-se que os sacerdotes estão autorizados a acolher as confissões nos expedientes paroquiais ficando vetada à Igreja, no entanto, a promoção de “mutirões” com vários padres para o atendimento de grande número de fiéis ao mesmo tempo, como acontecia no passado.
Restam ainda três semanas para a Festa da Ressurreição. Aproveitemos este tempo oportuno para realizar uma boa confissão.
PASSOS PARA UMA BOA CONFISSÃO
Vejamos o que escreveu Pe. Francisco Amaral, sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá (MT)
1) Exame de Consciência:
— Procurar lembrar de todos os pecados que necessita confessar, ou seja, os pecados graves;
— Pode-se inclusive fazer uma lista dos pecados, para facilitar e evitar o esquecimento;
— Não é necessário contar como aconteceu, mas apenas contar o pecado e quantas vezes o cometeu desde a última Confissão. Exemplo: faltei na Missa dominical uma vez.
2) Arrependimento:
— O arrependimento é a dor por ter ofendido Deus pelos pecados cometidos e o propósito de não mais cometê-los;
— Sem o arrependimento, a Confissão é inválida, pois não passa de um teatro. Exemplo: se alguém confessar já planejando cometer de novo o mesmo pecado, a Confissão é inválida;
— Pessoas deixam de confessar por pensarem: “Eu acho que cometerei o mesmo pecado, então não vou confessar”. Porém, a consciência do risco de cair novamente não impede de confessar. Havendo propósito de lutar contra o pecado, a Confissão é válida. Além disso, devemos confessar, pois a Confissão nos dará mais graças para não cair.
3) Declaração dos Pecados
— É necessário declarar todos os pecados graves que ainda não foram declarados em uma Confissão válida. É recomendável que os pecados veniais também sejam confessados, desde que haja o arrependimento e a intenção de não mais cometê-los, para receber sobre eles uma graça e o aconselhamento do sacerdote. Todavia, confessar pecados veniais não é estritamente necessário, já que são perdoados sem que sejam confessados. Ademais, o Ato Penitencial na Santa Missa também absolve os pecados veniais;
— Para que haja um pecado grave, são necessárias três condições: matéria grave, plena consciência e plena liberdade;
— Se algum pecado for esquecido, mesmo após um bom exame de consciência, o pecado foi perdoado na absolvição, mas deve ser declarado na Confissão seguinte;
— Se algum pecado grave for escondido de propósito, a Confissão foi inválida. Não é possível reconciliação pela metade.
4) Absolvição
— Após o ato de contrição (que poderá ser lido, decorado ou espontâneo), o Sacerdote dará a absolvição. Se os outros passos foram realizados corretamente, o fiel já se encontra em estado de graça.
5) Penitência
— A penitência é um bem para compensar o mal cometido pelo pecado. O fiel completará o processo de reconciliação cumprindo a penitência da Confissão, geralmente alguma oração simples ou uma boa obra.
Fonte: Padre Francisco Amaral, sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá-MT. Disponível em https://blog.cancaonova.com/tododemaria/os-cinco-passos-para-uma-boa-confissao